Não venho pedir-Lhe facilidade Deus, sabes que não, que vou a luta, que encaro sem medo, ando por todos os caminhos, tropeço, caio, levanto-me, sigo em frente e nado, remo, velejo, afogo-me, deixo-me arrastar com as marés, por ondas de um mar violento e continuo a velejar, mas peço-Lhe, por todo amor que trago no peito, Vês que não é pouco, que haja, por toda extensão deste mundo apenas uma alma que como a minha já tenha sido jogada ao chão e corajosamente tenha reerguido-se, que essa alma me tire do meio deste temporal violento que agita as ondas, que agita a vida. Senhor que haja um porto, seguro de preferência, uma parada, um descanso, uma trégua, nem que seja apenas para revigorar as forças para uma nova jornada.
Que haja sempre e que no vazio eu nunca me encontre;
Só, silenciosa, sem tempestade nem calmaria.
Monique Ribas

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