Nunca se esqueça de seus sonhos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fui forte, fui firme e sorri . Sorri, abracei e disse palavras de conforto. Tudo isso enquanto sentia uma dor lancinante me corroendo. Não me lembro da momento em que engoli ferros em brasa, mas eu os sentia dentro de mim. E continuei a sorrir. Até o momento em que fiquei a sós comigo mesma; Então eu desabei. Gritei pela dor que apertava sem cessar meu coração, berrei em protesto ao ar que me escapava dos pulmões e teimava em não voltar, chorei horas a fio pelo imenso vazio que, de tão imenso, ameaçava não se conter apenas dentro do peito e se expandiu, me senti uma concha já sem habitante a beira do mar. E assim foi, durante horas, dias, semanas ou meses... não sei dizer; Me pareceu a eternidade. Até que, finalmente, não havia mais lágrimas para chorar; Não tinha mais ar para escapar; Não existia mais força para gritar; Não possuia mais voz para berrar; A pressão imensa no coração não desistia, permaneceu como rocha sem ceder. O vaziu ampliou-se mais, se isso fosse possivel. Não restou nada além do profundo silencio e, é claro, da imensurável dor.
Monique Ribas

(14/07/10 - 01.00 am)

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